A casa está vazia e fria
A janela balança
fazendo barulhinhos estranhos
É a brisa, trazendo a solidão
Não sei se espero ou se fujo
Medo não sinto, já tive muito
Sinto querer outro mundo
Onde o vento é só o vento
GabrielaCDorian
sábado, 13 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Porcaria de dúvida
O que sou?
A lata ou o que tem dentro?
Sou a flor ou sou a terra?
Eu sou?
O que você é?
Uma nuvem cuja a forma eu só posso imaginar,
ou és a chuva, apalpável, bebível, que cabe dentro da lata?...
Quem é o quÊ?
Pra quÊ?
Por que mesmo essas perguntas?
Meu Deus?!
(meu?!)
É tão simples
Eu sou a carne por cima dos ossos
O sangue por toda parte
O ar que entra e sai
A lágrima que cai
E sou tudo de matéria e tudo quanto há de intocável
Eu sou
Simplesmente (ou complexamente) sou
GabrielaCDorian
A lata ou o que tem dentro?
Sou a flor ou sou a terra?
Eu sou?
O que você é?
Uma nuvem cuja a forma eu só posso imaginar,
ou és a chuva, apalpável, bebível, que cabe dentro da lata?...
Quem é o quÊ?
Pra quÊ?
Por que mesmo essas perguntas?
Meu Deus?!
(meu?!)
É tão simples
Eu sou a carne por cima dos ossos
O sangue por toda parte
O ar que entra e sai
A lágrima que cai
E sou tudo de matéria e tudo quanto há de intocável
Eu sou
Simplesmente (ou complexamente) sou
GabrielaCDorian
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Igual
Já faz algum tempo
Eu mudei e, sou a mesma desde então
A porta, como de costume, está aberta,
mas bata e direi: "Não há ninguém,volte depois!"
E o "depois" chega e nada de mim...
Eu sou a mesma, com o mesmo atraso de sempre
A mesma caneta no mesmo papel
Uma frase diferente
Uma vírgula num lugar novo
Reticências no lugar de um ponto final
GabrielaCDorian
Eu mudei e, sou a mesma desde então
A porta, como de costume, está aberta,
mas bata e direi: "Não há ninguém,volte depois!"
E o "depois" chega e nada de mim...
Eu sou a mesma, com o mesmo atraso de sempre
A mesma caneta no mesmo papel
Uma frase diferente
Uma vírgula num lugar novo
Reticências no lugar de um ponto final
GabrielaCDorian
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Tudo certo, como dois e dois são cinco...
Como já dizia Caetano, "...Tudo é igual quando canto e sou mudo..."
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Art

Eu não tenho nome de artista, mas meu corpo se porta como num palco,
Onde as cortinas sobem e descem a cada ato meu.
Não possuo bens materiais.
Espero que o pensamento me sustente e,
Que minhas entranhas sintam-se alimentadas a cada página desse livro velho que o mundo me empresta, A Vida.
Sou música.
Sou um Sol Sustenido ecoando quarto a fora.
Sou uma melodia incompleta,
mas contente* ao seu modo
Sou arte.
Um "Miró" , só compreendido se olhado com paixão...
GabrielaC.Dorian
(*Joan Miró, impressionista catalão)
terça-feira, 2 de junho de 2009
Incostante

Não acredito na solidão,
descubro suas mentiras todas as manhãs.
Não me apego, mas minto pra que possam partir sem dor.
Admito que alguns sorrisos são forçados, mas não são falsos!
A beleza, essa sim é uma farsa.Completa e absoluta, caindo aos pedaços pelos cantos, sobre travesseiros sujos empregnados de perfume barato. A Beleza é um desastre!
Eu corro, entre pedras pequenas e brancas desse jardim de flores feias que eu não sei o nome, eu não alcanço, eu não chego nunca.
Eu não acredito na felicidade absoluta. Tudo é volátil. Felicidade é matéria. Felicidade é relativa.
A minha relação com o mundo é conturbada, numa hora eu quero...no minuto seguinte ele desiste de mim!
Não acredito numa só palavra dita por quem não acredita em si mesmo. Mas confio em mim, mesmo sabendo o perigo que corro. Não devemos seguir estranhos...
Gabriela C. Dorian
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Que flor será?

A minha loucura me parece tão normal
Subi numa árvore de flores cor de rosa
(De que cor são as flores de um Ipê?)
Eu quero voar sobre elas
passar por entre as gotas de chuva
cair sobre a terra
Enxarcar tudo de mim
Me deixar no mundo, ser do mundo
Como penso que o mundo é meu
Há uma canção na sala de visitas
Vou correr procurando o caminho de volta
Chegar a tempo pro jantar
Levarei flores, aquelas que eu vi
E me levarei, prometo que em paz!!
Sonhei que eu ficava grande,
Sonhei que entrava no mar e não voltava mais
Gabriela CDorian
sexta-feira, 22 de maio de 2009
7 Vezes

DEIXA o mundo avisar de teu nome, sete vezes escrevi O SEU NOME, deixa o mudo avisar de teu nome.
NUM MUNDO assim bem grande, sete vezes escrevi seu nome
Num mundo ASSIM BEM GRANDE, sete vezes escrevi
Será que é É, fato NECESSÁRIO diz que é é, insistir e REPETIR que é é, todas as portas abrir
Será que é é, fato necessário diz que é é, insistir e repetir que é é, todas as portas vão se abrir
Castigo, será que obrigatório, estudar pra ter, vocabulário É OBRIGATÓRIO
Será que é preciso PENSAR, começado a ANDAR pra trás, ao contrário. Colorir todo DE AMOR, inventar um novo jeito de brincar
SABER perder é,
saber PERDER é,
SABER perder alguma coisa pra SOBREVIVER
( O Rappa )
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O Sábio Visconde
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O tempo
O tempo é sempre um bom temaO tempo é sempre teimoso
Eu teimo contra o relógio
Cinco coisas ao mesmo tempo
Mas o tempo é impiedoso
Natura Chronos ao redor dos olhos
Brinquedos velhos espalhados pelo chão
O tempo corre
Não sei ao certo a direção
A vida(enquanto matéria) tem um tempo
Nascimento e morte
O tempo continua
O relógio(enquanto matéria) quebra
O tempo não erra
GabrielaCDorian
foto ; mesa do professor by GDorian
Quase
segunda-feira, 18 de maio de 2009
"Leopoldina"

O olhar carrega tudo o que sonhamos. Com esse verbo, conjugado em qualquer tempo, é possível descobrir quem somos. O que eu trago em meu olhar? Pode ser uma palavra, completada por outros símbolos que despontam em cada traço das minhas expressões. Ahh as expressões! Com o tempo se fixam e se apresentam em qualquer tentativa de diálogo da face com o mundo. Rugas intrometidas que tudo sabem, que tudo sofreram ou sorriram. Meu olhar se mantém fixo, sutentando o paradoxo dos meus sonhos. Olho pra um futuro próximo, de respostas que parecem distantes. Quanto tempo eu tenho? Preciso que você descubra logo quem sou, pois eu... eu já estou olhando pra mim.
Gabriela C. Dorian
Foto de Gabriela Costa D., Convento da Penha VV-ES, em 17 de Maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Memória
Eu tenho medo.
Medo da loucura?
Não!
Medo da desmemória.
Medo do vazio.
De não saber seu nome, nem onde estamos.
Medo de um dia querer voltar e não poder.
De querer ir e não poder.
Medo de enlouquecer por nada.
Medo de me prender em mim.
GabrielaCDorian
Medo da loucura?
Não!
Medo da desmemória.
Medo do vazio.
De não saber seu nome, nem onde estamos.
Medo de um dia querer voltar e não poder.
De querer ir e não poder.
Medo de enlouquecer por nada.
Medo de me prender em mim.
GabrielaCDorian
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